Em busca do inútil

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Quem eu sou?

16 de Maio de 2026

Este sou eu? Se isso nunca existiu no mundo material, e carrega a força da minha alma num texto, mas não é feito com meu corpo, sou eu? Se tudo isso sou eu, então eu sou apenas algo que pode ser copiado, estudado e reproduzido? Sou isso e mais nada?

Posso não saber o que eu sou, mas sei o que eu não sou, e eu não sou esse vídeo.

O que nós somos não pode ser captado. Não pode ser reproduzido. E não pode ser imortalizado. O que restará quando meu corpo for embora, será imagens como essa, minha voz, meus textos, mas nada disso, apesar de ser eu, sou eu de fato! O que nós somos é infinito.

Muito filosófico? Sim eu sei, estou lendo muito a Clarice ultimamente. Mas então vamos voltar a realidade. E a realidade é que sou apenas um cara que tem um emprego CLT, e muita vontade de escrever. Mas como todo bom trabalhador CLT falta disposição para conseguir conciliar as duas coisas.

Comecei esse canal em 2019, a ideia era produzir resenhas dos livros que li, e de lá para cá, fui e voltei diversas vezes. Foi bom, bacana, não me arrependo. Mas de certa forma cansei de tentar me adequar a regras de algoritmos e tentar profissionalizar a escrita, quero algo mais simples. Por isso, voltei a nostálgica era dos blogs.

Conheci um concorrente, o tal do SUBSTACK que é uma rede social criada para ser uma lista de transmissão de e-mails. E-mail sim, igual aos primórdios da internet. Lá você pode inscrever seu melhor e-mail e sempre que eu escrever um texto você receberá. Essa rede social, blog, plataforma, apesar de ser antiga, tem ganhado tração por agora, recebendo um aporte de 100 milhões de dólares, para melhorar sua tecnologia e ajudar os criadores de conteúdo. E sabe o melhor? Não existem anúncios. Só conteúdo. Você assina e recebe o conteúdo dos seus criadores favoritos no e-mail, sem ficar louco nas redes infinitas.

Além disso, ela também disponibiliza a possibilidade de você apoiar o seu criador pagando assinaturas, o substack cobra apenas 10% dos valores. É uma plataforma diferente, que tenho gostado, e faz sentido. Para não dizer que abandonei completamente o Instagram, deixo-o com os meus agentes de IA, que é algo que tenho também me apaixonado, explorar os limites dessas novas tecnologias. Espero que possamos nos ver nos textos, em seu e-mail, como nossos ancestrais faziam nos primórdios da humanidade trocando conexões.