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#0007 Paris, beleza ou status?

27 de Maio de 2026

Paris, beleza ou status?

Quando estive em Paris me vi perguntando: cadê todo o glamour?

Como não sou rico, é óbvio que eu e minha esposa escolhemos uma hospedagem afastada do centro e navegamos pelos labirintos do metrô.

Cada estação com sua arte visual. Dentro do vagão as pessoas eram, me espantei, eram pessoas normais, iguais as pessoas que têm aqui do outro lado do oceano.

Elas navegavam por seus Smartfones como se cada uma delas estivesse sozinha dentro do próprio mundo virtual. Poucos conversavam.

Alguns fechavam as pálpebras em descanso, talvez depois de um dia puxado de trabalho? E claro, não posso me esquecer de tantos outros que cheiravam como ovo enterrado há 100 dias.

O que dizer da torre que o engenheiro xará coordenou a construção?

“Nós, escritores, pintores, escultores, arquitetos e amantes da beleza de Paris, protestamos com todo o nosso vigor e toda a nossa indignação, em nome do gosto francês e da arte e história francesas em perigo, contra a inútil e monstruosa Torre Eiffel.” Deixo as palavras de Alexandre Dumas, Émile Zola, Charles Gounod, entre outros.

Brincadeira, a torre é linda, e foi uma experiência única vê-la, subir as escadas, olhar Paris, é algo realmente único.

O que dizer do maior museu do mundo? É indescritível, minhas palavras não conseguiriam falar nada em relação a tudo que é aquele lugar. E o que achei mais lindo, ver essa figura, depois de estudar nos livros de história da arte, lá, pessoalmente, pequenininha, foi uma experiência única.

E a comida? A expectativa era mais alta que o poder aquisitivo, risos. Paris não dá para comer nos melhores restaurantes, não ganhando em real. Ainda mais quando você pensa que, os chefes do Brasil viajam para lá, estudam anos, voltam, e superam os mestres. Sim, eu sempre acho que as nossas coisas são melhores.

Mas, meus amigos, metrópoles são metrópoles. Muito barulho. Muita poluição. Muita arte. Muitas pessoas. Muitas opções. Muitooo…

Talvez seja como um amigo diz: “Tu mora no Guará, tu não tem o direito de não gostar de Paris”. Como quem diz, se enxerga. Nós só temos o resto, lá que é bom. Faz sentido né? Brasil, corrupção. A eterna promessa de uma grande potência.

Ou talvez seja por minha não possibilidade de fazer de uma viagem algo luxuoso. Paris exala luxo.

Todavia, quando você ama olhar para o céu de Brasília e ver arte, todo o resto do mundo é igual, não é meu céu.

Se você leu até aqui vai, comenta nos comentários, fala que sou doido de não gostar de Paris.

Legenda

Pedi pra IA analisar meu texto sobre Paris, e ela devolveu algo que eu nem tinha percebido: eu não estava falando da cidade-luz, mas do abismo entre o sonho coletivo e a nossa realidade cotidiana.

Já se pegou idealizando um lugar, um relacionamento, uma vida, só pra depois descobrir que, no fundo, são apenas humanos sendo humanos? Eu também. Paris me mostrou que a beleza não está no cartão postal, mas no olhar cansado do metrô, no “ovo podre de 100 dias” que perfuma a rotina.

E, ainda assim, me pego romantizando o que está longe… É da nossa natureza, não é?

Quer ler a reflexão completa? No link da bio, estão todos os textos; basta procurar pela crônica: “#0007 Paris, beleza ou status?”.

Primeiro Carrossel

Você já se pegou pensando que Paris seria só brilho e romance?

Eu e minha esposa pegamos o metrô lotado, rostos presos ao celular, cheiro podre de cc no metrô.

Subi as escadas da Torre Eiffel e, do alto, percebi que queira descer, a torre é muito mais bonita no térreo.

No Louvre o que me encantou foram os corredores vazios da ala de uma história tão antiga que ninguém faz questão de se lembrar.

Enquanto isso, Mona segue seu sorriso indecifrável e uma fila para uma foto que me pergunto é real o interesse ou apenas mais um item de um checklist de uma viagem para Paris?

O que realmente faz seu coração bater? Uma foto? Um cheiro? Ou o momento vivido?

No fim, não é a foto de cartão postal que importa, mas a sensação que guardamos dentro de nós.

Segundo Carrossel

A minha maior surpresa ao conhecer Paris: no metrô, todos grudados no celular, cansados, cheirando mal. Gente normal, como aqui.

Paris é linda, sim. Mas o luxo dela me lembrou que eu só vejo o mundo com os pés no chão.

A Torre Eiffel é deslumbrante. O Louvre te derruba. Mas metrópoles são metrópoles: barulho, multidão, poluição. Muito de tudo.

Um amigo disse: “Tu mora no Guará, não tem direito de não gostar de Paris”. Como se aqui fosse sempre menos.

Mas sabe o que percebi? Quando você ama o seu céu, o resto do mundo fica… igual. Não é o seu céu.

Posso estar doido. Ou talvez precisemos parar de achar que a vida boa está sempre do outro lado do oceano.

Segunda Legenda

Paris me decepcionou.

Não porque fui pobre demais pra aproveitar - mas porque encontrei o mesmo cansaço no metrô, a mesma solidão nos olhares, o mesmo cheiro de vida real que temos aqui. E percebi que nenhum lugar supera o céu de Brasília quando você olha pra ele com amor.

Se isso fez sentido para você, no meu Substack você encontra a crônica completa com o título: “#0007 Paris, beleza ou status?”. O link do acervo está na bio.

Terceira Legenda

Confesso: pedi ajuda à IA para fazer a legenda deste post — mas ela não entende saudade de céu de Brasília.

No meu Substack, você encontra a crônica completa com o título: “#0007 Paris, beleza ou status?” — o link do acervo está na bio.

Quarta Legenda

Pedi para uma IA analisar meu texto sobre Paris, e ela me mostrou algo que eu não tinha percebido: eu não estava falando sobre não gostar de Paris.

Estava falando sobre pertencimento.

Sabe aquela sensação de que o mundo inteiro te diz que algo deveria te impressionar, mas você sente falta de casa?

Eu estava lá, na cidade mais glamourosa do mundo, e tudo que eu conseguia pensar era: “cadê meu céu de Brasília?”

Não é sobre Paris ser ruim. É sobre a gente achar que precisa se apaixonar pelos lugares “certos”, pelas coisas “certas”.

Mas e se o que te faz feliz não estiver na lista dos outros?

E se casa for mais bonita que Paris?

A reflexão completa sobre pertencer (e não se desculpar por isso) está no meu Substack. Link na bio - procure por #0007 Paris, beleza ou status?